Em nova edição do podcast Universo Profissional, egressa analisa impacto das políticas de permanência estudantil da Unesp para sua trajetória de vida

Professora da rede estadual de ensino, Iara Cristina Costa teve acesso a moradia estudantil e ao auxílio socioeconômico durante o período de graduação. Hoje, ela conta sua história a seus alunos e os encoraja a optar pelo ensino superior público e gratuito.

Muitos estudantes que concluem o ensino médio se deparam com obstáculos para dar prosseguimento a sua formação acadêmica. A falta de recursos de subsistência pode empurrar para longe o sonho de conquistar um diploma de graduação e deslanchar a carreira profissional. Para que esses obstáculos não se tornem impedimentos, as ferramentas de apoio à permanência estudantil e o acolhimento institucional proporcionados pela Coordenadoria de Permanência Estudantil (COPE) da Unesp têm feito a diferença na vida de jovens que, a cada ano, ingressam na Universidade, ou que lutam para não abandonarem seus cursos.

Um exemplo dos efeitos positivos dessas políticas de permanência é a professora Iara Cristina Costa. Ela ingressou como estudante na Faculdade de Ciências e Letras do câmpus de Araraquara e recebeu seu diploma em 2017. Posteriormente, tornou-se professora da rede estadual de ensino de São Paulo e agora prepara-se para ingressar no mestrado. Sua orientadora será Giovanna Longo, a mesma docente que acompanha seu percurso acadêmico desde o primeiro ano de graduação.

Iara é natural de Belo Horizonte, e desde que constatou que tinha direito a uma vaga em uma universidade pública deparou-se com incertezas quanto à possibilidade de se manter longe da família.

“Quando passei para a Unesp em Araraquara, pensei: e agora, o que faço?”, lembra. Pesquisando, descobriu que a universidade oferecia moradia estudantil para os estudantes. Isso viabilizou sua decisão de mudar de cidade e iniciar a graduação. “Quando cheguei em Araraquara, já fui para a moradia”, recorda Iara. Por seu perfil, ela também foi selecionada para receber o auxílio socioeconômico, benefício que permitiu cobrir outras despesas necessárias para viabilizar sua vida em Araraquara. “Foi graças a esses dois auxílios que pude permanecer aqui”, diz.

Iara diz que o acolhimento que recebeu por parte da comunidade acadêmica foi tão decisivo quanto o apoio financeiro para que ela pudesse permanecer, estudar e se formar. A egressa destaca o papel fundamental desempenhado por sua orientadora, que a apresentou aos programas de bolsa e a inseriu em projetos de pesquisa desde o início do curso. “Ela me orientou desde o primeiro ano em diferentes projetos. Mostrou-me os projetos que existiam, os programas de bolsa. Consegui construir essa rede de contatos graças à minha orientadora”, relata.

Iara Costa

Durante a graduação, Iara viveu a experiência de atuar em sala de aula, por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). O programa permitiu que a jovem atuasse nas classes sob supervisão de professores da universidade, elaborando planos de aula e ministrando conteúdos em escolas públicas. A experiência, segundo a egressa, foi fundamental para adquirir segurança e permitiu que, depois de formada, passasse a atuar como professora contratada pelo Estado. Ela renovou seu vínculo como professora contratada anualmente até 2024, ano em que foi aprovada em concurso público e passou a ser professora efetiva.

Em sala de aula, Iara estabelece uma relação de proximidade com seus alunos, que se baseia em uma identificação com a trajetória deles. Ela ressalta a importância da universidade pública e lhes apresenta as políticas de assistência estudantil, usando a própria história como exemplo. “Falo para meus alunos o quanto a universidade pública é importante. Tive uma professora que me falou sobre isso. Atualmente, sou eu a professora que apresenta essa importância”, diz.

Ela também diz que é igualmente essencial apresentar a eles a existência dos auxílios. “Muita gente enfrenta grandes dificuldades econômicas e acha que não vai conseguir cursar a universidade. Mas é possível, e eu sou um exemplo”, diz Iara.

Confira abaixo a entrevista no Podcast Universo Profissional.